Combo para casemod (refrigeração + iluminação)

 E aqui estou de volta meu povo!
 Visando a faculdade ou curso técnico que pretendo começar, um computador com Windows® seria indispensável (meu PC usa Ubuntu). Fazendo um teste com um HD de notebook de uma amiga, que tinha o Windows® instalado, ví que ele fazia minha GPU e minha CPU aquecerem mais que no Linux. Como meu gabinete não suporta um cooler maior, tive que apelar para a compra de outro gabinete, o V4 da Thermaltake®, e para cooler, o Hyper T4 da Cooler Master®. Surgiu o projeto X4.
 Para auxiliar a refrigeração, acabei optando por instalar dois coolers auxiliares, um na lateral e um na parte superior. Mas havia um problema: minha-placa mãe possui apenas um conector com suporte PWM e um comum (3 pinos). O V4 já vem com um cooler, então teoricamente não há onde mais ligar os outros dois coolers. Só ligar na alimentação com um adaptador seria uma opção, mas ambos (o lateral e o superior) possuem suporte PWM e eu não me conformei em desperdiçar um recurso tão valioso, afinal, PWM ativo significa menos barulho no PC. Pensado nessa questão surgiu o primeiro circuito desse post: um distribuidor de sinal PWM.

Distribuidor de sinal PWM

 Conectado ao conector do cooler do processador, esse circuito é responsável por devolver o sinal de RPM do cooler do processador ao sistema (até porque algumas placas-mãe não funcionam se não tiverem esse sinal como forma de proteger a CPU em caso de pane do seu cooler) e distribuir o sinal PWM da placa-mãe para mais 5 coolers sem sobrecarregá-la.



 Esse circuito é alimentado pelo tradicional conector MOLEX® de 4 pinos, ainda presente nas fontes, usado para alimentar os dispositivos IDE. A linha de 12V alimenta apenas os coolers, inclusive o da CPU. A linha de 5V alimenta todo o coração do circuito.
 Os encarregados de fazerem a amplificação do sinal PWM vindo da placa-mãe são T1 e T3. O LED1 indica apenas se o circuito está ligado ou não.



 A placa é bem simples e não é tão grande. Veja que deve ser respeitada a indicação das conexões. O cooler do processador obrigatoriamente deverá ser ligado no conector marcado, pois apenas dele é que será enviado o sinal da RPM para a placa-mãe. Atenção deve ser dada ao desenho das trilhas: devem ser respeitadas as dimensões e o desenho sem ângulos retos, uma vez que passarão correntes moderadas e o circuito tratará um sinal de alta frequência (25KHz). O circuito é bem simples, não há muito o que explicar, e é extremamente útil.
 Para fixá-lo no gabinete, colei a placa em uma base de plástico ligeiramente maior que ela com cola quente e depois usei fita dupla face para prendê-lo no lugar. A ligação do circuito à placa-mãe foi feita através de um cabo fêmea-fêmea que eu mesmo montei e um conector macho na placa.
 Caso não ache os conectores KK como o usado na placa mãe, use a velha barra de pinos. Serve perfeitamente. Achei os KK, mas tive que cortar o excesso da trava de cada um.







E assim ficou o meu. Perceba que substituí o LED de 3mm por um SMD, sendo que fiz um furo na PCB pra passar a lente dele e soldei ele virado para cima. Se quiser, R1, R2 e R3 podem também serem subtituídos por resistores SMD.





Fade on & Fade out

 Meu novo gabinete possui uma pequena janela de acrílico na lateral, em cima do "pequeno" cooler novo. Achei que seria legal uma iluminação para destacá-lo, mas não me contentaria em apenas por uma fita de LEDs alí. Quis um efeito diferente e me veio a ideia de um fader. É bem isso mesmo: esse próximo circuito cria um efeito de fade ao ligar e ao desligar.


 Esse circuito foi feito para alimentar uma fita com 18 LEDs.  
 R1 e C2 são responsáveis pelo fade in (quando o PC ligar), e R2 por descarregar C2 ao desligar. É recomendável que a razão de R1 para R2 seja de cerca de 7 vezes, mas 10 vezes deu certo para mim.  Cuidado apenas para não deixar R2 muito elevado fazendo com que os LEDs não atinjam o brilho máximo. C2 também pode ser alterado.
 C1 e D1 são responsáveis pelo fade out, e o tempo deverá ser determinado pela fórmula C=I.t/V, sendo que aqui você saberá o tempo que a fita ficará com brilho máximo. Este capacitor pode ser omitido junto com D1 caso não queira este efeito. 
 Lembrete: na fórmula, C deverá estar em farads (ou multiplique o valor em microfarads por 10 elevado a -6), I em ampères, t em segundos e V em volts.
 O transístor usado foi o BD135. Calcule a corrente que será consumida pela sua fita de LEDs e altere-o se necessário, e se passar de 800mA, lembre-se de trocar D1.


 Placa pequena e simples. Se C1 for muito grande, ele pode ser ligado à placa por fios bem isolados, e se seu valor for muito alto pode-se fazer associações em paralelo, que resultará na soma de todos os valores.  
 Para prender na tampa lateral do gabinte (achei mais conveniente alí), coloquei todo o circuito dentro de uma diminuta caixa plástica (tive que instalar o capacitor fora da placa e deitado para caber na caixa) e fixei ela com fita dupla face. A fita de LED já é auto-adesiva.

 Infelizmente pensei em fazer esse post após já instalar este circuito no gabinete, então não tive como trazer foto dele, mas rolou um vídeo do efeito dos LEDs (:


 Para baixar os esquemas e as placas, clique aqui.
E para os preguiçosos, eu estarei fabricando os circuitos (apenas os circuitos, sem a caixa).  Interessados só entrar em contato através do e-mail stephen_web@hotmail.com.
 E é isso pessoal. Se montarem algo por favor mandem fotos ou vídeos. 
  Até a próxima.

Comentários

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